A naturalização dos ataques da PM

Depois da greve e ocupação de 2011, que mobilizaram grande parte da comunidade universitária contra o convênio estabelecido entre USP e PM, vemos que a cada dia se torna mais “natural” o uso da força policial para reprimir e coibir as mobilizações de estudantes e funcionários dentro da universidade.

Só nessa greve de funcionários já perdemos a conta. Para tentar enumerar: A polícia militar foi mandada para “acompanhar” várias assembleias de funcionários durante os últimos três meses. Foi utilizada para desfazer vários piquetes de funcionários, incluindo os acampamentos no CEPE e na Reitoria. Foi mandada a força tática em peso para desfazer nosso trancaço, assim como a tropa de choque para destruir o ato que se formou no P1 nessa mesma data.

De resto, a PM não serviu pra nada. Não sabemos de nenhum caso em que a polícia tenha evitado assaltos e sequestros – pelo contrário. Na única vez que entrou na prainha da ECA neste ano, durante uma Quinta i Breja, a polícia agrediu uma estudante com coronhadas, depois de descer do carro portando fuzil e escopeta e abordar dois dos poucos frequentadores negros da festa – de forma absolutamente arbitrária (e racista).

O discurso que defende entrada da PM no campus é uma conversa pra boi dormir. Aqui ela só conta com um carro de ronda e uma base móvel, demonstrando que o real interesse no convênio é de usá-la apenas para reprimir manifestações políticas e atacar a organização de funcionários e estudantes.

Quem é a favor da PM no campus ou foi enganado ou está do lado do governo e dos patrões.

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